Reflexão sobre o que nasce e o que se transforma na maternidade

Entre o que nasce e o que se transforma

Criei este espaço para falar sobre o que não cabe nas fotos de ultrassom, nem nas frases prontas sobre ser mãe. Quero falar sobre o invisível da maternidade.

Criei este espaço para falar sobre o que não cabe nas fotos de ultrassom, nem nas frases prontas sobre ser mãe.

Quero falar sobre o invisível da maternidade: o que se cala, o que se rompe e o que se reconstrói dentro de cada mulher que tenta, gesta e acolhe um filho nos braços.

Meu olhar: a psicanalista que escuta

Meu olhar nasce desse encontro. Entre o corpo e a palavra, existe um território fértil onde o ser mulher se reinventa.

Aqui, quero olhar para esse lugar:

  • Onde o instinto encontra o desejo;
  • Onde o amor convive com a culpa;
  • Onde o nascimento de um filho pode revelar o luto de quem fomos antes.

A psicanálise me ensinou que nada é óbvio: o que se repete tem história, o que dói fala, e o que cala também comunica.

A maternidade não começa no dia do parto. Ela começa muito antes — no desejo de ser mãe, no medo de não conseguir, na gestação que transforma o corpo e a identidade, nas dúvidas sobre se você está fazendo "certo". E ela continua durante anos, enquanto a mulher vai descobrindo, ao lado do filho, quem ela é agora.

Um convite à pausa

Este blog é um convite para que possamos, juntas, escutar o que está por trás dos discursos, das expectativas e das idealizações.

Cada mulher vive esse percurso de um jeito único, e é nesse singular que mora o sentido.

Porque antes de ser mãe, cada mulher é um mundo. E todas merecem ser escutadas.

Essa é a proposta deste espaço: não dar respostas prontas, mas fazer as perguntas que abrem caminhos. Não dizer como deve ser a maternidade, mas acolher como ela é — com toda a sua complexidade, contradição e beleza imperfeita.

Seja bem-vinda.

Sou doula e psicanalista, e dedico meu trabalho a acolher mulheres em suas transições — da gestação ao puerpério, da dor à descoberta de si.